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"Médicos formados na FMUSP - resultados preliminares inéditos de estudo sobre o perfil dos egressos da graduação” foi o tema da reunião temática na sala da Congregação da FMUSP no dia 31 de maio. O professor Mário Scheffer e a professora Alicia Matijasevich, do Departamento de Medicina Preventiva, apresentaram dados da primeira etapa do Estudo Longitudinal de Médicos Formados na FMUSP (ELMU).

Os resultados são um desdobramento do estudo Demografia Médica no Brasil, levantamento nacional sobre os números e a distribuição de médicos no País, coordenado há mais de 10 anos pelo professor Scheffer. Os dados preliminares do ELMU mostram que os médicos formados na FMUSP permanecem majoritariamente trabalhando no estado de São Paulo ou na Capital.

A feminilização da carreira médica na FMUSP ocorre num ritmo mais lento em relação ao resto do Brasil. Segundo o número de novos registros nos conselhos regionais de Medicina  profissional, a porcentagem de mulheres atuando na carreira passou de 44,3% para 55% no Brasil entre 2000 e 2016, ao passo que entre os egressos da FMUSP, a porcentagem de novos registros de médicas passou de 32,2% para 44,1%, mostrou a professora Alicia.

Quanto à especialização (conclusão de Residência Médica ou obtenção de título em Sociedade de Especialidade Médica), entre os egressos da FMUSP são mais frequentes as especialidades cirúrgicas, se comparados ao total de formados nas demais escolas médicas do país.

Segundo Scheffer, quanto ao componente da inserção dos egressos da FMUSP no mercado de trabalho e no sistema de saúde, ainda está sendo traçada a melhor metodologia para estudo. “A carreira é muito dinâmica e esses dados dependem de fontes externas, informações autodeclaradas e informações de empregadores”, disse.

Conhecer o perfil dos egressos é importante não apenas para as necessárias mudanças de currículo dos cursos de medicina, mas também para o melhor entendimento das necessidades de saúde no País, segundo Scheffer. “Todos queremos saber a destinação e a trajetória dos nossos egressos, e também o perfil desta força de trabalho na saúde. Em 2020 o Brasil terá 500 mil médicos formados e cerca de 340 cursos de medicina. Serão 34 mil novos médicos formados por ano. Precisamos pensar nas consequências deste novo cenário”, disse o professor.

O diretor da FMUSP, professor Tarcisio Eloy Pessoa de Barros Filho, mediou o debate, que contou com a participação de docentes e pesquisadores dos mais diversos cursos e departamentos do Complexo HCFMUSP.