Estudo abordará permanência e pertencimento em cursos de alta concorrência na USP
O estudante Alan Felipe Gama da Silva, do primeiro ano da graduação da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), está entre os oito selecionados pelo Edital PRIP nº 02/2026 – Apoio a Pesquisadores(as) Indígenas, da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) da USP. O trabalho pretende investigar aspectos relacionados à permanência e ao pertencimento de indígenas em cursos de alta concorrência da Universidade.
Intitulada “Da Aldeia à Universidade – Permanência e pertencimento de estudantes indígenas em cursos de alta concorrência da Universidade de São Paulo”, a pesquisa receberá R$ 12,8 mil e será desenvolvida até abril de 2027, sob supervisão da Profa. Dra. Márcia Couto, titular do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP.
A proposta do estudante prevê a aplicação de questionários e entrevistas com estudantes indígenas. “Ampliar o acesso de estudantes indígenas à universidade não encerra a discussão sobre inclusão. É preciso entender em quais condições esses estudantes permanecem, constroem vínculos e conseguem concluir a graduação”, afirma Alan.
Para a Profa. Márcia Couto, a pesquisa representa uma oportunidade para compreender os desafios vivenciados pelos estudantes. “Estudos como este podem produzir conhecimento importante para o aprimoramento das políticas de inclusão e pertencimento, sobretudo em cursos de alta concorrência, como Medicina”, explica a professora titular.
Ao todo, a PRIP destinou R$ 150 mil ao edital, com limite de R$ 30 mil por projeto. A Comissão de Seleção e Avaliação considerou a viabilidade das propostas e o potencial de impacto e legado para as comunidades externa e interna à USP.