O ensino na área da saúde por meio de práticas de simulação é uma maneira segura e efetiva para o desenvolvimento e aquisição de competências profissionais — não apenas de habilidades em procedimentos e exame clínico, mas também para o aprimoramento de habilidades não técnicas como comunicação, raciocínio clínico, trabalho em equipe e gestão.
As evidências científicas demonstram que essa estratégia de ensino amplia a segurança do paciente, proporciona maior segurança e preparo emocional dos estudantes na condução de casos em situações reais e permite o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes de maneira ativa.
Há diferentes tipos de atividades de ensino que podem ser realizadas no LabHab:
Nessa metodologia procura-se aproximar o cenário o máximo possível da realidade, por meio de manequins de alta fidelidade, equipamentos e ambientação controlada. O estudante é apresentado a um desafio da prática profissional para o desenvolvimento de trabalho em equipe, tomada de decisão e raciocínio clínico. A discussão com o professor (debriefing) ocorre ao final.
São utilizados simuladores de baixa e média fidelidade nos quais os estudantes treinam a realização de procedimentos como intubação, massagem cardíaca, passagem de sondas e cateteres, dentre outros. O foco está no desenvolvimento motor, na repetição estruturada e na precisão técnica, com feedback imediato do professor.
Metodologia que fragmenta habilidades complexas em partes menores e executáveis, permitindo que o estudante treine em ciclos rápidos de ação–feedback–ajuste. A cada repetição, o instrutor fornece correções imediatas, potencializando o aprendizado motor e cognitivo e reduzindo o tempo necessário para atingir proficiência.
Em situações clínicas que envolvem comunicação, tomada de decisão e empatia, atores treinados ou colegas desempenham o papel de pacientes ou acompanhantes. Esses cenários permitem ao estudante praticar habilidades relacionais, condutas éticas e manejo de situações desafiadoras. O feedback geralmente ocorre após a simulação.
Uso de estratégias lúdicas dentro do cenário de simulação. A mais comum é o Escape Room, metodologia imersiva que utiliza desafios clínicos e enigmas em um ambiente temático. Os estudantes trabalham colaborativamente para resolver problemas sob pressão de tempo, desenvolvendo raciocínio clínico, liderança e comunicação.
Ambientes virtuais e simuladores digitais complementam o ensino, oferecendo acesso a cenários interativos, anatomia imersiva e situações clínicas complexas.
Diversas metodologias utilizam a simulação como estratégia de avaliação. A mais conhecida é o OSCE (Objective Structured Clinical Examination), que utiliza estações estruturadas voltadas a competências específicas, garantindo objetividade e feedback detalhado. Outras abordagens incluem a Avaliação de Trabalho em Equipe com Simulação, a Avaliação Baseada em Tarefas e a Avaliação Formativa com Debriefing Estruturado.
O LabHab também é espaço para o desenvolvimento de vídeos didáticos com atores e simuladores de alta, média e baixa fidelidade. Podem ser gravados vídeos de procedimentos, cenas de comunicação ou atividades que auxiliem o ensino em sala de aula.